Opa, olha eu aí se esvaindo de mim. Não, não posso ser assim. Não quero continuar sem escrever, fugindo do que me faz bem. Mas, ando tão cansada. 

Estou aqui pra dizer que comecei um ciclo novo e detesto essa sensação de novidade. 
Até sabia lidar com isso, mas cada dia que passa parece que fica pior enfrentar meus próprios monstros. Nunca entendi essa parte do meu cérebro que age feito uma menina de 3 anos colocada na escola pela primeira vez, chorando feito uma louca quando tenho que enfrentar algo novo. Eu entro em pânico. Sério. Sinto vontade de desistir todos os dias. Mas, geralmente nunca desisto. O que é bom! Se eu desistisse de tudo que me amedronta não teria feito nada nessa vida. E olha que comparada a outras vidas o que eu faço é muito pouco. 
É engraçado como primeiros dias em algo novo me paralisam. E olha que eu já deveria ter me acostumado com esse frio na barriga que dá de ser novata em algum canto, até porque não parava quieta em um colégio, só no ensino médio troquei de escola em cada ano, mas ainda assim não consigo me adaptar a isso. Na verdade, as coisas só pioram.
Talvez as coisas tenham piorado depois do que passei no meu primeiro ano, quando sofri Bullying no colégio e chegava em casa quase todo dia chorando e tive  que aguentar até o final do ano pra depois mudar de escola. 
Talvez seja porque eu tenha medo de crescer e queira virar Peter Pan, ser gente grande dá muito trabalho, são muitas responsabilidades. 
Talvez seja porque eu tenho meio que um complexo de inferioridade que ainda está muito presente em mim, e sempre acho que não sou capaz de conseguir as coisas. Mas eu sei que sou capaz. Normalmente consigo o que eu quero, mas até conseguir eu mesmo me atrapalho. (estou tentando melhorar isso)
Ou talvez seja porque eu tenha uma mania de enxergar as coisas bem maiores do que elas realmente são e um pequeno desafio torna-se um monte Everest para mim. Não sei, dramas fazem parte desse meu roteiro maluco que eu ainda chamo de vida. É talvez seja mesmo por isso, eu e meus dramas de novela mexicana. Mas, não é que eu faça por mal, eu realmente enxergo as coisas assim, gigantes, só depois de muito chorar, eu começo a perceber o tamanho real do meu problema, daí respiro fundo e tento achar uma solução. 
Não é fácil controlar essa minha mente, não mesmo. Não é a toa que passei quase 3 anos fazendo terapia, não sou moleza. Tenho sérios problemas mentais. (haha') mas estou aprendendo a conviver com eles. Na verdade, eu estou tentando consertá-los. E espero sinceramente conseguir, porque a vida está aí e ela não vai ficar esperando eu acordar do meu mundo fantasia pra poder vive-la. Se eu não acordar, ela vai passar. 
E eu não posso perder as rédeas da minha vida, na verdade ninguém pode perder. 

Acho que é isso, só queria desabafar um pouco. Agora deixa eu ir porque preciso estudar. 
Até mais, beeijo!

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