Ah, se você soubesse tudo que já escrevi pensando em você. Me chamaria no mínimo de louca. Me desculpe. É que às vezes é inevitável não pensar em você e na nossa historia. É, essa mesmo, sem ponto final e com milhares de interrogações.
Seria tão diferente se eu não tivesse estragado tudo. Estava tentando te aproximar de mim e acabei te afastando. Sinto muito.
Talvez eu devesse ter deixado mais nítidos meus sentimentos, apesar de achar que você os entendia muito bem.
Talvez eu devesse ter te dado um beijo no meio do toda aquela gente, apesar de toda timidez, só para garantir que nos veríamos mais vezes.
Talvez eu devesse ter investido mais tempo em nós. Eu realmente deveria ter parado para te observar mais.
Já ouvi tanto da nossa história, já me colocaram naquela cena mil vezes, cada uma com uma ação diferente, só pra ver se teria dado certo.
A coisa mais absurda que já ouvi é que se naquela época tivesse sido nós, estaríamos juntos até hoje. Dá pra acreditar?! Nós dois, juntos até hoje. Não sei se isso seria possível, mas chega a ser até engraçado imaginar. Acho que não teria me aguentado por tanto tempo, o que seria compreensível.
Eu esperava mais da gente. E talvez esse tenha sido nosso erro. Expectativas demais, ações de menos. Estávamos depositando sentimento demais um no outro, por isso as coisas foram mais frustrantes. E você não tem ideia do quanto tudo isso chegou a me consumir, de como tudo me inquietava e de como eu queria voltar no tempo para te abraçar na nossa despedida. Mas as coisas parece que se encaixaram melhor dessa maneira. Cada um na sua, talvez eu nem voltasse mais no tempo. E agora que já não temos mais intimidade, agora que somos estranhos um ao outro, é meio tarde pra pensar em outro enredo para nosso capítulo.
Espero que esteja sendo muito feliz na sua estrada..
Então é isso, acho que nos dei um ponto final.
Beijos!


Eu queria não sentir essa pontada no peito, não ficar meio ofegante, conseguir respirar normalmente, mas eu simplesmente não consigo. E eu só queria saber por que você? Poderia ser qualquer garoto, qualquer um, mas é você. Só você e ninguém mais parece interessante o suficiente para merecer as batidas aceleradas do meu coração. E olha que talvez nem você as mereça. 
Eu queria. Queria não gostar de você. Quem sabe assim eu tivesse dado atenção àquele garoto, ao invés de suspirar por você. Eu até tentei, mas ele não tinha seu olhar devastador, seu sorriso inebriante, apaixonante. Ele não falava verdades escondidas em brincadeiras, não fazia seu joguinho, não colocava minhas coisas favoritas em conversas aleatórias e nem me deixava confusa como você adorava me deixar.
Ele era calmaria, frente ao furacão que é você, que passa bagunçando tudo no meu coração. É estúpido gostar de ti, eu sei. Logo você que nada me oferece a não ser meia dúzia de incertezas, logo você que eu nunca soube entender o que estava sentindo, ou porque fazia questão de lembrar de mim quando eu estava tentando te esquecer, mas como sempre fui do contra, prefiro tua tempestade, do que andar em águas calmas, prefiro correr na tua chuva, sentir teu vento frio do que acordar em uma manhã ensolarada de domingo. Prefiro andar em um labirinto, ao invés de um caminho retilíneo. Prefiro essas borboletas voando em meu estômago em busca de liberdade, esse alvoroço que corre em minhas veias. Prefiro esse fogo que arde meu peito, que percorre meu corpo, que me arranha, que faz eu me sentir viva.
É por isso que é você. Porque esse tempo todo, não me senti tão nítida com ninguém o tanto que me sinto com você.

Eu fui adiando o máximo que pude. Tinha receios sobre o que poderia acontecer. Me agarrei a meus assombros e achei que talvez eles fossem minha melhor companhia. 
A realidade que queria me consumir parecia ser dolorosa demais e eu não seria capaz de aguentar. E mesmo que fosse, não tinha o menor interesse nisso. Estava segura demais sentindo meus pés no chão, pra quê de repente me arriscar rumo ao desconhecido?!
Não, não mesmo. Eu e minha teimosia não iriamos a lugar algum.
Mesmo com toda minha objeção, algo estava acontecendo. Aos poucos fui me transformando. O que era firme tornou-se movediço e tudo que eu queria fazer era me esconder em uma capsula protetora, voltar para onde não deveria ter saído. Eu e meu mundo, seria bem melhor assim. Isolada de tudo e de todos. Ali parecia ser meu posto ideal. 
Até que a vida, fez-me ir. sem mais nem menos meu mundo parecia pequeno demais para manter-me nele, e me sentia cada vez menos acolhida. Na verdade, meu mundo parecia ter desmoronado sobre mim, e tudo que no momento eu pude fazer, foi ficar ali, parada, sem saber como proceder. Eu voar rumo ao desconhecido? Nunca.
Acha mesmo que ia mesmo desafiar minha vida com essas coisas? Imagina. 

Eu iria ficar ali, já havia dito.
Mas então, algo me nocauteou. Perdi meus sentidos, não sentia nada ao meu redor.
Parecia que eu estava sendo levada, como se tivesse criado asas para ir rumo ao mundo novo, que tanto tinha me amedrontado.
Mas espera aí! Eu havia sim criado asas, só não tinha me dado conta.




Mas tenho receio que possa me ler (como se fosse possível) e ter certeza que nessas linhas tem um pouco (muito) de você.
Eu queria escrever sobre você, sobre como éramos bobos e como nos perdermos no nó que nossa história deu.
Eu queria escrever sobre você, com outro enredo, com outro final. Mais um pouquinho e nossa história daria um bom texto, quem sabe até um bom livro, e até poderia servir de inspiração. Mais um pouquinho e suspiraria quando terminasse de contar com um sorriso estampado como a vida nos enlaçou, como tudo parecia se encaixar ao seu lado, como me fazia bem. Mais um pouquinho e seríamos o casal mais estranho e complexo que conheceríamos e não histórias isoladas de algo que não aconteceu.
Eu queria escrever sobre você, sobre nossos planos, nossas conversas sem sentidos, nossas promessas desfeitas com o tempo. Queria escrever sobre suas manias, sua maneira de enxergar o mundo e sobre como você era. Tão teimoso, orgulhoso, tão eu.
Eu queria escrever sobre você. Sobre nós. Sobre como me sentia, como ardia meu peito, como as borboletas voavam no meu estômago com qualquer coisa que se dizia ao seu respeito.
Eu queria escrever sobre você. E o beijo não dado, o abraço não recebido, as juras de amor não ditas, as lembranças não esquecidas.
Eu queria escrever sobre você porque não há nada de interessante para dizer sobre mim. E porque talvez assim, eu consiga esvaziar o coração. 
Eu queria escrever sobre você porque de algum modo (mesmo estranho), dessa forma, me sinto conectada a você. Sinto como se ainda fôssemos próximos, como se ainda tivéssemos intimidade, como se ainda fizesse parte da minha vida. 


Escrever até tirar de mim todos esses anseios, essas dúvidas, essas dores.
Sei lá, ando me omitindo demais, me adiando. Antes, era o trabalho que não me deixava ter tempo para escrever, agora qual é a desculpa? Bom, agora que eu tenho tempo, não tenho mais a facilidade de antes para compor. Acho que estou enferrujada. Tem sido difícil colocar tudo pra fora através das palavras, como se não houvesse nada a ser feito, como se nada que eu dissesse me fosse suficiente, como se o melhor fosse deixar tudo preso.
Pior que enganar os outros, é se enganar. E não quero, nem devo fazer isso. E é por isso que estou aqui, lutando para sair cada linha desse texto. Eu preciso disso, preciso desabafar, preciso voltar a ser a garota da agenda lotada de textos e do coração tranquilo. A garota que tinha desculpa pra tudo, menos para escrever Preciso organizar minha mente, minha vida, meu tempo. Sabe, pode até ser exagero, mas é meu exagero. É a minha forma de encarar a vida, é  o meu jeito de me sentir melhor. Eu sempre fui meio isolada do mundo, então a forma que encontrei de me expor foi escrevendo e eu não posso parar de fazer o que eu gosto, parar de me avaliar, de me expressar, de me sentir. Preciso retirar esses bloqueios que criei durante esses três anos e seguir em frente. Acho que é isso, estou inconstante.
Até mais. Beijos

Eles me achavam estranha. Diziam que eu era sonhadora demais, só porque não via o mundo da forma deles, só porque não vivia seguindo padrões. Eu era diferente. E tem algum problema nisso? Sonhar demais, querer demais, sentir demais? Se existe problemas nisso, não sei se tenho salvação.
É engraçado, sabe. A gente para, olha ao redor e percebe o quanto as pessoas se importam em viver as nossas vidas, o quanto elas se intrometem, o quanto elas falam. E daí se eu acreditava em príncipe encantado? Se meu mundo ideal, era frio e londrino? Se minha vida seria regada a chá da tarde com biscoitos? Algum problema se eu acreditar? Meus sonhos, minha vida. Só posso ser um bom espetáculo porque minha vida tem platéia.
Mas, eles estavam enganados. Estavam enganados quando me diziam que príncipes só existiam em filmes, estavam enganados ao dizer para sonhar menos, enganados ao não acreditar. Pode parecer loucura, mas eu o encontrei. Quando menos esperava ele surgiu na minha vida. Meu príncipe. E não tenho vergonha nenhuma de assim o denominar. Ele me faz feliz e é isso que importa. Ele é meu melhor amigo e meu melhor amor.

          

E se você estiver pensando "isso já termina" vou logo avisando que não dou a mínima. 
Que apareçam outros príncipes na minha vida. Continuarei acreditando. Eles existem. Existem para quem acredita. Se um dia isso terminar, vou entender que nem sempre contos de fadas possuem uma linha reta de felicidade. Há pausas. Pausas para entendermos e valorizarmos esses momentos quando eles surgem. E serei feliz. E estou sendo feliz. E faço questão de dizer isso aos incrédulos que passaram em minha vida, tentando destruir minha esperança. Ah, enquanto ao meu sonho londrino, ele está guardado em uma caixinha, ganhando força, longe de toda essa negatividade. Um dia, quem sabe. Como disse, continuarei acreditando porque é isso que me mantém viva. Os sonhos. 
Vocês ainda vão ouvir falar de mim. Ah, vão! Eu e meu principe, meu reinado, minha história. Hahaha. Okay, menos! Eu e meu principe basta para continuar essa jornada.
Então é isso, essa é minha história: Vivo em um mundo meio Disney. Feliz enquanto durar o para sempre. 

Um beijo para minha amiga mais Charmant, musa inspiradora desse texto. Haha' 

Eu queria, sabe.
Queria muito que o meu sentimento fosse o suficiente para nós dois. Mas, eu não posso sentir tudo. Nem devo. Aprendi que ambos devem colocar suas cartas em jogo. E vi que você não está nem um pouco a fim de jogar. Na verdade, você só queria alguém que fosse capaz de levar o barco sozinho, enquanto você fingia se importar. E eu remava rumo a lugar nenhum enquanto você segurava minha minha outra mão, mas não por incentivo, para não me deixar partir. Você não queria conviver com a sua solidão. Eu suportei. Suportei tempo demais. E esperei, acreditei que um dia você me mudaria. Abriria seu coração. Esperei demais.




E agora que estou partindo, você inventa de me puxar para dançar, essa nossa valsa de ilusão. Não. Desculpa. Não caio mais em sua teia. Fique aí no seu mundinho enquanto eu vou ali viver. E não me procura. Eu sei que você vai voltar. Vai me dizer meia dúzia de palavras vazias e vai prometer mudar. Eu não acredito mais. Então, por favor, me deixa. Vou sofrer, vou sangrar, mas eu sei que vai passar. E quando eu conseguir juntar meus cacos vou estar menos vulnerável a você. E então vou me erguer. Carregar meus sentimentos e quem sabe encontrar alguém que reme comigo, que saiba jogar e principalmente que saiba amar. Por ora posso andar sozinha, diferente de você, eu não tenho medo da minha solidão.